Opinião: Transistor (PS4)

Opinião: Transistor (PS4)

E aí como é que estão? Esse jogo está em meu backlog faz um tempão e decidi nas duas últimas semanas me aventurar nele. Preciso dizer que tentei jogar há quase 10 anos atrás e a minha intenção era apenas a platina, porém o jogo não me fisgou… Comecei e dropei, não sei ao certo o porque, porém foi bom; hoje tenho preferido experiências de jogos como um bom filme da sessão da tarde, com começo, meio e fim bem definidos e tiros um pouco mais curtos em termos de exploração. Não ando com muito saco para ficar procurando 1000 coletáveis para completar o jogo 100% e esse jogo conduz isso com relativa maestria.

Transistor é um  RPG de ação desenvolvido e publicado pela  Supergiant Games . O jogo foi lançado em maio de 2014 para  Microsoft Windows e PlayStation 4 , para MAC OS e  Linux em outubro de 2014 e
 para dispositivos iOS em junho de 2015.  Transistor vendeu mais de um milhão de cópias em todas as plataformas até dezembro de 2015. Fonte: Wikipedia

O game é um RPG de ação isométrico, ou seja com visão superior, porém é uma mistura de RPG de ação com RPG de turnos.

Nos próximos tópicos vou falar sobre os aspectos principais do game e já vou avisando: Vou dar spoilers sobre a história. Não guardo nem dinheiro, quanto mais guardar segredo de uma história significativa como essa.

Gráficos e Game Design

O game é um quadro pintado a mão em movimento. Em outras palavras o jogo é lindo! Só fui entender que a SuperGiant é a mesma empresa que fez o sucesso Hades, depois que terminei a história pela primeira vez, rs. Ou seja, o estilo de arte é marca registrada do estúdio. A estética mistura um futurismo digital à la cyberpunk com elementos de art déco, como se a cidade flutuasse entre o moderno e o antigo. Isso cria uma sensação única: mesmo vazia e silenciosa, Cloudbank(Cidade aonde o jogo se passa) parece viva e ao mesmo tempo, em decadência. Aqui controlamos a Red que é a heroína nessa história.

Sistema de jogo

A mecânica de Transistor mistura ação em tempo real com um sistema de pausa estratégica chamado Turn(), que é basicamente o momento em que você para tudo, respira, e planeja como vai dar uma surra nos inimigos com elegância.

Durante o Turn(), o tempo congela e você pode montar uma sequência de movimentos: atacar, correr, soltar habilidade, fugir, fazer uma dancinha… ok, a dancinha não dá, mas todo o resto sim. A graça é que depois de usar o Turn(), a Red fica vulnerável por alguns segundos, então não dá pra sair abusando sem pensar. Temos que aplicar a boa velha estratégia e dado que fora do Turn() é em tempo real, perna pra que te quero,rs.

Mas o que realmente dá profundidade ao combate são as Functions — os poderes que você vai desbloqueando ao longo do jogo. A mágica? Cada Function pode ser usada de três formas:

  • Como habilidade principal,
  • Como modificador de outra habilidade,
  • Ou como passiva.

Ou seja: uma única Function pode fazer parte de builds totalmente diferentes. Você pode criar uma Red hacker explosiva, uma ladina invisível que se teleporta, ou uma rainha do controle de área com minions e tudo. E o jogo te incentiva a testar isso, porque se você levar muito dano, algumas Functions são desativadas temporariamente. Sim, o jogo te força a variar a gameplay e as builds.

E ainda tem os Limiters, que são basicamente desafios opcionais que deixam o jogo mais difícil, mas dão mais XP.

O jogo na real é bem linear sem chances para grind na primeira jogatina. Para dar uma variada, ou como o jogo chama “descanso”, o mesmo te oferece uns desafios em formas de testes com algumas categorias a partir de umas portas secretas. Acredito que aqui nesses momentos o ideal seja realizar as combinações para a melhor build!!

História

Bom como avisei, teremos spoilers. Para mim a história é um dos pontos fortes do game. Vamos lá. Logo de cara, Transistor te mergulha no meio do drama: Red, uma cantora famosa, está ajoelhada ao lado de um corpo e segura uma espada enorme cravada no chão. A voz que ouvimos é a da espada e não a de Red, porque ela está muda. Sim, o jogo começa com um mistério.

Red, parte sozinha para descobrir quem fez isso com ela, o que está acontecendo com a cidade e naturalmente o que, afinal, está havendo com essa espada que fala.

Aos poucos, mas de forma inevitável, você descobre o que aconteceu: tentaram assassinar Red usando o Transistor, mas quem acaba sendo atingido é o homem que a amava (e que, claramente, ela também amava). Ele se sacrifica por ela, e sua consciência fica presa dentro da espada. E é com essa espada que você joga o resto do jogo. Sim, você carrega consigo a voz de quem te salvou. Ela se torna o corpo dele e ele a sua voz, ou simplesmente representando o amor perfeito onde dois são como um. Comovente e trágico…

Enquanto isso, a bela e estranha cidade de Cloudbank está sendo destruída por criaturas chamadas Process que são máquinas hostis que parecem pequenos programas revoltados. Quem soltou essas criaturas? Um grupo chamado Camarata, que basicamente tentou “revolucionar” a cidade, mas as coisas saíram do controle.

Pelo caminho, você encontra os membros da Camarata e descobre que, um a um, eles foram consumidos pelo próprio plano. No fim, ninguém está no controle. O Process escapou, e agora está apagando tudo.

E então vem o desfecho (e aqui está o maior spoiler): Red vence a batalha final e pode reconstruir a cidade. Ela pode restaurar tudo, pode fazer o que quiser. Mas ela olha em volta, vê uma cidade vazia, sem o homem que ama, e decide entrar no Transistor para poder estar com ele. Traduzindo: ela se mata. É pesado, mas também belo?

Trilha sonora: quando a música também conta uma história

Se Transistor impressiona pelos visuais e pela jogabilidade estratégica, é na trilha sonora que o jogo toca algo ainda mais profundo. A música aqui não é apenas um pano de fundo, mas um elemento central da narrativa. Ela respira junto com a cidade, com a personagem, com o mundo em colapso. E, talvez mais importante: ela fala por Red, quando Red não pode mais falar.

A trilha foi composta por Darren Korb, com vocais poderosos e intimistas de Ashley Barrett. Juntos, eles criam uma ambientação sonora que é ao mesmo tempo melancólica e futurista, orgânica e sintética assim como a própria cidade de Cloudbank. Os arranjos misturam música eletrônica, rock suave, jazz e orquestrações sutis, mas sempre com uma carga emocional presente, mesmo nas faixas mais minimalistas.

Músicas como “We All Become”, “The Spine” e “In Circles” não apenas pontuam momentos importantes da jornada, elas são extensões do estado emocional de Red. Em determinados trechos do jogo, você pode fazer com que ela se sente e simplesmente cante. Sozinha. Para ninguém. É um momento que não oferece vantagem mecânica, nem objetivo explícito, mas diz tudo o que precisa ser dito. Ali, a ausência de fala é preenchida pela melodia e isso fala mais do que qualquer diálogo.

E então, no final, vem “Paper Boats”, a música dos créditos. É um encerramento suave, mas devastador. A melodia é doce, mas o conteúdo da letra carrega o peso de tudo o que Red viveu e tudo o que ela escolheu. A música se torna um sussurro de despedida, uma carta não lida, um adeus suspenso no ar digital de uma cidade vazia.

Caminho para a platina

A platina do game é relativamente fácil para se obter. Abaixo segue informações básicas das conquistas e o link completo para consulta caso queiram, link para o guia. O texto abaixo é baseado na fonte citada.

Visão Geral:

  • Dificuldade estimada do troféu de platina: 4/10 (pessoal), 3/10 (segundo o tópico de dificuldade da platina)
  • Troféus offline: 34 (17 bronze, 12 prata, 4 ouro, 1 platina)
  • Troféus online: 0
  • Tempo aproximado para conquistar a platina: 10 a 15 horas
  • Número mínimo de jogadas: 2 ou mais
  • Troféus perdíveis: Nenhum, já que é obrigatório jogar duas vezes para platinar
  • Troféus com bugs: Nenhum conhecido
  • A dificuldade do jogo afeta os troféus?: Não há configurações de dificuldade
  • Códigos de trapaça desabilitam troféus?: Não há trapaças conhecidas

Introdução

Bem-vindo a Transistor, o novo jogo da Supergiant Games, os mesmos criadores de Bastion. Transistor é um RPG de ação com temática de ficção científica, que apresenta um sistema de habilidades profundo e permite muita personalização do estilo de combate.

O jogo mistura batalhas em tempo real com um sistema de pausa que permite alinhar movimentos e ataques, semelhante ao V.A.T.S. dos jogos mais recentes da série Fallout.

A maioria dos troféus são bem diretos e serão conquistados naturalmente ao jogar e experimentar diferentes combinações de habilidades (chamadas de Functions). No entanto, é necessário concluir o jogo duas vezes para conquistar todos os troféus, pois há um troféu específico por terminar a campanha no New Game+ (chamado aqui de Recursion).

Etapa 1: Conclua a História

Jogue o game pela primeira vez e aproveite a narrativa. Durante essa primeira jogada, tente utilizar cada Function pelo menos uma vez nas três formas possíveis: ativa, de melhoria e passiva (consulte o troféu Reveal() para mais detalhes).
Quando desbloquear os Limiters, use cada um ao menos uma vez em uma batalha para liberar as informações relacionadas a eles. Se estiver confortável, pode mantê-los ativos em 5 encontros com 1 e depois com 5 Limiters equipados — mas isso não é obrigatório de imediato.
Também é bom tentar completar os Testes conforme forem sendo liberados. Se não conseguir ou não quiser fazer todos agora, você pode deixá-los para o New Game+, já que nem todos estarão disponíveis na primeira jogada.

Ao final dessa etapa, você deverá conquistar os seguintes troféus:

  • Drive()
  • Reisz()
  • Spine()
  • Kendrell()
  • Bracket()
  • Anything()
  • Everything()
  • Bye()
  • Bet()
  • Dare()
  • Search()
  • Find()
  • News()
  • Stack()
  • Align()

Etapa 2: Refaça a história no modo Recursion (New Game+), complete todos os testes e atinja o nível 24

Recursion é o nome do New Game+ em Transistor. Você recomeça o jogo desde o início, mas mantém o nível e todas as habilidades desbloqueadas.
Os testes já completados continuam marcados, e você poderá acessar os Testes da Agência após derrotar o primeiro chefe novamente.
Neste segundo gameplay, o foco deve ser:

  • Atingir o nível 24
  • Completar todos os testes restantes
  • Realizar 5 combates com todos os 10 Limiters equipados, assim que todos forem desbloqueados

Mantenha ativados os Limiters com os quais você se sentir confortável para acelerar o ganho de XP, evitando grind desnecessário após o fim do NG+.

Ao final desta etapa, você deverá conquistar (caso ainda não tenha):

  • Sandbox()
  • Speed()
  • Stability()
  • Planning()
  • Performance()
  • Agency()
  • Contest()
  • Goodbye()
  • Risk()
  • Reveal()
  • Process()
  • Function()
  • Limiter()
  • User()
  • Memory()
  • Self()
  • Focus()
  • One()

Etapa 3: Continue jogando para pegar troféus que faltaram

Se, por qualquer motivo, você terminar o Recursion e ainda não tiver conquistado todos os troféus, comece uma terceira jogada para buscar os que faltam.
O mais provável de ser perdido é o troféu de atingir o nível 24, especialmente se você não utilizou Limiters suficientes nas jogadas anteriores.

Ao final desta etapa, você conquistará (caso ainda não tenha):

  • Plat() (troféu de platina)

Conclusão: uma despedida que ecoa em silêncio

Transistor é muito mais do que um jogo; é uma experiência de arte interativa. Sua narrativa enigmática, seu combate tático profundo, sua direção de arte impecável e sua trilha sonora inesquecível se unem para criar algo verdadeiramente especial. A Supergiant Games demonstrou mais uma vez sua capacidade de criar mundos únicos e personagens cativantes.

Minha segunda chance com Transistor foi uma das melhores decisões que tomei nos games recentemente. É um jogo que te faz sentir, pensar e apreciar a arte de uma nova maneira. Se você, como eu, o deixou passar da primeira vez, ou se nunca sequer ouviu falar, não perca mais tempo. Dê uma chance a Transistor. Você não vai se arrepender. O game não leva nota máxima por conta de alguns bugs na jogabilidade, porém:

Minha nota final: 9,5/10

Uma experiência quase perfeita que ressoa muito tempo depois de terminar.

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